quarta-feira, janeiro 05, 2011

Um pouco de realidade pra toda essa ilusão

Começo este post com uma poesia feita por mim:

Solidão
Poucas palavras pra tanto sentimento...
Silêncio! Boca maldita!
Que insiste em regorgitar
palavras malquistas de baixo linguajar!
Cessem as tormentas de pensamentos
atormentados que insistem em minha boca pousar

Esse seu lar é território santo!
Expulso toda mágoa que essa língua pode causar!
Hoje faço morada de pensamentos louváveis,
essa boca que tanto quiz maltratar!

Some de mim tristreza de uma noite!
Tu és passageira e não acompanhante!
Não acompanha aquele que te expulsa.
Que embora reclusa ,insiste em desobedecer...
Já estou farta da tua insensata companhia!

Vai para longe, a manhã se aproxima!
Leva contigo as horas, horas que agonia,
Que meu pobre coração te suplica
Por um descanso para um novo dia
De repetições cansativas, de quadros estáticos,
de ansiedade, de fardos, de felicidade...

Já não a encontro nas horas noturnas.
Faço uma prece apelando pela boa fé
sigo esperando pelo que Deus quiser,
se Ele fizer em mim sua obra,
Creio que não será torta (como a torre em Piza),
mas espero que não veja o solo em que pisa
Porque é tão pobre essa terra da construção

Que não posso chamá-la mais de coração.
Pois em meu peito há um buraco
Feito pelas decepções.
Onde o Eco que lá ressoa só vai embora
Quando Chega a hora da comunhão.
Comungo então o corpo do meu salvador,

Assim a boca que maldiz,
trata um pouco de dizer palavras boas
que abençoe a pessoa dessa boca
que inquieta tenta ser feliz.

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